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Alteracões anatômicas e ceratites ulcerativas

A ceratite ulcerativa ou úlcera de córnea é a afecção mais comum na rotina da oftalmologia veterinária. Se desenvolve por diversar razões e formas, mas geralmente sua resolução se dá em 7 dias, caso não haja nenhuma complicação.

Cães braquicefálicos isto é, com focinho curto, como o pug e o shitzu por exemplo, tendem a uma conformação craniana na qual as órbitas (espaço no crânio onde ficam os olhos), são arrasadas tornando os olhos proeminentes, favorecendo a exposição da córnea. Além disso, essas raças podem ter a abertura (fissura) palpebral muito extensa, sendo assim apresentam dificuldades no fechamento completo das pálpebras (Lagoftalmia), agravando problemas oculares. Ainda nessas raças a exposição ocular favorece o toque dos pêlos à superficie da córnea, alteração intitulada "triquíase". Na região medial (próxima ao focinho) temos a carúncula, que fica onde a pálpebra superior se une a pálpebra inferior, local que pode apresentar triquiase. Um agravente nos Bulldogs e pugs, é que eles possuem pregas nasais, que também podem tocar a superfície da córnea e por vezes é essencial serem removidas.

Os cilios também podem apresentar anormalidades como no crescimento ciliar ectópico (fora do local correto), onde emergem da região conjuntival. E outra alteração ciliar é a "distiquiase", quando os cílios crescem na pálpebra, mas fora do local ideal e acabam voltados para dentro irritanto a superfície ocular.

Raças de cães como o sharpei, chow chow, pit bull gatos persa e também animais sem raça definida, podem apresentar alteração palpebral descrita como uma exacerbação de tecido na região que circunda as pálpebras, fazendo com que elas se invertam tocando os pêlos sobre a córnea (triquiase) e causando incômodo passível á ulceração, essa afecção recebe o nome de entrópio. O contrário dela, ou seja: a eversão das pálpebras expondo a conjuntiva e córnea denomina-se ectrópio, e é comum em cães de raças como cocker spaniel, basset hound e são bernardo. Essas patologias podem estar presentes ao mesmo tempo, em certas raças como os shar-peis, as sobras de pele são tão exuberantes, que para correção necessita da combinação de técnicas cirúrgicas diferentes.

Para finalizar, existem também anormalidades genéticas como a ausência de pálpebra (Coloboma palpebral), mais comum em gatos.

Aqui estão algumas das alterações anatômicas gerando diferentes distúrbios responsáveis por agravar úlceras, ou mesmo causá-las. Vale lembrar, como já citado em post anterior, a função da lágrima na saúde ocular: anormalidades da lágrima predispõem úlceras complicadas.

Ao menor sinal de dor ocular, procure um médico veterinário

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